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Aprendi com a Queda III

Uma coisa interessante, mas triste que percebi sobre a queda é que geralmente ela ocorre quando estamos bem para nós. Quando achamos que somos fortes, quando dizemos pra nós mesmos, hoje vou buscar bem a Deus, to confiante, é quando caímos.
                Pelo que me lembre, é Paulo que diz, não lembro em que carta, que aquele que está em pé, cuide para que não caia. E geralmente quando estou em pé é que venho a cair. E o incrível é que é sempre nos mesmo pecado, às vezes num nível mais profundo de depravação do que antes.
                O mais triste de tudo é que parece que a coisa não é mais tão grande, não é mais tão perigosa. Isso é um risco tremendo, pois quando você se dá conta, já está com a lama no seu pescoço, e aí para sair, sozinho não é possível. E nesse tempo é bem provável você passar por um estágio de não sentir culpa ou arrependimento sincero pelo que fez.
                Um livro que estou lendo do Brennan Manning, tem duas frases que me marcaram muito: tente não se esquecer, é muito importante lembrar; e a outra: um dos impedimentos à vida espiritual é a amnésia. Essas duas frases tem martelado minha mente e falado ao meu coração. Porque realmente é importantíssimo se lembrar do que vivemos, para podermos não errar mais e, para ver o quanto Deus nos ama e cuida de nós, mas nós esquecemos muito fáceis as coisas, seja por conveniência, por vergonha, medo, pelo seguir da vida, mas é fato que esquecemos e isso é ruim.
                É fundamental mantermos a mente forte e o foco, pois senão, com certeza cairemos sem nem dar conta do que estamos fazendo, só percebendo quando estivermos quase que totalmente cegos e insensíveis. Que o forte possa-o ser em Cristo, e quem está em pé, se mantenha Nele, pois por nós mesmos, a nossa cara ruma ao chão.

Aprendi com a Queda II

Seguindo nosso tema atual vou falar a segunda coisa que aprendi através da prática do pecado.  Já citei em outros textos que tenho muita dó dos “dois grandes” seres espirituais: Deus e o Diabo, porque tudo que acontece no mundo ou é vontade de Deus ou obro do Tinhoso. Mas a lição que quero compartilhar hoje é exatamente o contrário disso.  O que venho dizer é que meu pecado não é culpa do Diabo e nem de Deus, mas minha.
                Se você alguma vez já leu o livro de Tiago vai saber que é verdade o que digo. Lá está escrito o seguinte: Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte. Tiago 1:13-15
                Não vou ficar fazendo uma devocional sobre esta passagem, pois essa não é a ideia dessa série, mas posso dizer que isso é a pura verdade. Até hoje só caí em pecados que eram fraquezas minhas, apenas coisas que eu queria fazer e ou reprimia pra parecer santo, ou coisas que mentia pra mim que não gostava, ou até coisas que nem imaginava que eram pecado. Mas sempre eram coisas que no meu interior eu queria fosse por curiosidade, certeza de prazer ou sei lá o que.
                O pecado por mais que seja errado e possa fazer a nós é algo totalmente natural para nós. Pecamos porque somos pecadores e não somos pecadores porque pecamos.  É fato que o Diabo se aproveita disso pra estimular agente a ficarmos face a face com o que nos atrai, também é fato que Deus permite às vezes enfrentemos certas situações para que possamos crescer na fé, mas se nós caímos em pecado, a culpa é toda nossa, seja por nossa fraqueza, seja por darmos trela ao capiroto, é somente nossa a culpa da queda.
                O meu pecado é culpa minha. É fruto de eu querer degustar do sabor atraente do pecado, mas existem mais coisas sobre o pecado que acabei aprendendo e que continuaremos falando sobre. Aguardem a sequencia da série.

Aprendi com a Queda I

Estou começando aqui uma nova série, talvez a mais tensa para mim mesmo que já escrevi, pois aqui não terei como não me expor e como não dar minha cara a tapa nos textos. Pode ser que seja julgado pelo que direi aqui, mas se pelo menos um eu puder ajudar, que assim seja.  Nesta nova série do blog vou falar, como o nome dela já diz, sobre algumas coisas que aprendi depois de ter experimentado o pecado, após ter sentido o gosto do fruto proibido, tantos pontos atraentes como pontos nem tanto.
                A primeira coisa que percebi é que o fruto é delicioso. Sério, pecar é muito gostoso, da uma sensação de êxtase que em poucas coisas você vai sentir, ainda mais se for crente, que a sensação é ampliada pela adrenalina de saber que é algo errado. Como é bom sentir o gosto de desfrutar a pornografia, como é suculento se livrar de algo ou alguém com uma mentira, magnífico o poder de possuir algo que pertencia a outro, como soa divino o poder pisar nos outros pra se sentir acima deles.
                Ao ler isso você deve estar pensando: meu, pra que viver então uma vida de crente se pecar é tão bom? Bom, acontece que é verdade quando a bíblia diz que éramos escravos do pecado, pois esse prazer é viciante. Certa vez ouvi de um ex-viciado em drogas que você sempre está em busca da primeira tragada. Com o pecado é sempre assim também. A primeira vez que você cai, sem dúvida é a mais gostosa. Você sente um frio na espinha, uma vontade dominadora de fazer, mas um gelo pra não fazer, sua adrenalina sobe, surge o medo se ser pego e excitação de correr o risco, aí você pega e faz.
                Depois de uma primeira experiência com um pecado, não é exagero dizer que você tem uma espécie de orgasmo (às vezes literalmente), mas sabe, essa fruta é como uma bala q começa doce e termina azeda. Depois que essa sensação passa, ela é substituída por um vazio. A única coisa que se sente, é que está faltando algo, que alguma coisa saiu do lugar e você tende a querer aquela sensação novamente, mas ela nunca mais virá, pois seu corpo, sua mente e sua alma já foram marcados, mas você mesmo assim continua a busca. Quando se dá conta, está viciado, sem ter como escapar, percebe que aquilo não te satisfaz, mas não tem como sair daquilo.
                O sabor agradável do pecado é fascinante, mas muito curto e escravizador. É realmente algo muito perigoso, mas esse é só um ponto que aprendi no meio da lama, em breve falarei outros, não deixe de ler os próximos.
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